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Tendências

Invista no futuro do E-Commerce

Cibersegurança e Investir em E-Commerce

Invista no E-Commerce. Não sabe o que é?

Nos últimos meses o comportamento humano mudou na forma como as pessoas vivem, trabalham e se relacionam entre si. A digitalização do mundo acelerou. Prepare-se para a nova geração de comércio automatizado: o A-Commerce. Invista de forma simples e direta, pois só precisa de decidir como o seu investimento será gerido: através de FUNDOS ou ETF.

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Conhece a diferença entre Fundos e ETF?

Os Fundos de Investimento são, por norma, investimentos com gestão ativa em que investe numa carteira de ativos gerido por especialistas, podendo optar por diferentes estratégias.
Um ETF (Exchange Traded Funds) investe em réplicas de índices, não havendo intervenção na escolha dos ativos por parte de um gestor, pelo que são considerados de gestão passiva.
Por norma, dado que os fundos têm gestão ativa, a comissão de gestão dos fundos é mais elevada que a dos ETFs. Como os ETFs são cotados em mercado, têm custos de transação na sua compra e venda.

Rentabilidade atual

Retorno a 1 ano
Retorno a 3 anos
A rentabilidade apenas seria obtida se o investimento fosse efetuado durante a totalidade do período de referência.
Fundos
ETF

Simulação

Se em tivesse investido por cada Fundo e ETF
0,00€

O retorno num ano seria:
Rentabilidades passadas não garantem rentabilidades futuras. (1)

Os valores de retorno apresentados em moedas diferentes de EUR não estão calculados tendo em conta a taxa de câmbio atual.

Medidas de rendibilidade, calculadas em Euros, sendo a data final a indicada e a data inicial a mesma um ano ou três anos antes.

(1) As rendibilidades divulgadas representam dados passados, não constituindo garantia de rendibilidade futura, porque o valor das Unidades de Participação pode aumentar ou diminuir em função do nível de risco que varia entre 1 (risco mínimo) e 7 (risco máximo). O investimento no organismo de investimento coletivo pode implicar a perda do capital investido.

Os valores divulgados têm implícita a fiscalidade suportada diretamente pelos organismos de investimento coletivo. Na esfera do investidor, pessoa singular ou coletiva, recaem ainda impostos sobre os rendimentos distribuídos e mais-valias obtidas no resgate, conforme regime fiscal em vigor, descrito em detalhe na documentação legal do fundo.

Uma redução dos riscos de investimento pode ser alcançada através de uma abrangente diversificação dos investimentos por diferentes classes e tipos de ativos financeiros. O Banco Best considera que uma concentração superior a 15% do património depositado no Banco Best num único ativo financeiro, incluindo a aquisição/subscrição do presente produto, implica um acréscimo dos riscos de investimento.

A presente informação não dispensa a leitura do documento de Informação Fundamental ao Investidor e do Prospeto do fundo de investimento disponível neste site.

A presente comunicação tem um caráter meramente informativo e não deve ser entendida, em nenhuma situação, como uma proposta contratual, nem como uma recomendação de investimento. Eventuais informações sobre instrumentos financeiros têm um caráter padronizado e carecem de verificação das circunstâncias pessoais do investidor no momento da subscrição. Os Clientes deverão informar-se sobre as características do instrumento financeiro apresentado antes de qualquer decisão de investimento.

A informação relativa à identificação dos mercados de negociação e a indicação da forma de cálculo das unidades de participação encontram-se, entre outras, disponíveis no respetivo prospeto.

(2) Este fundo/ETF não apresenta histórico para cálculo de 1 ano.

(2) Este fundo/ETF não apresenta histórico para cálculo dos 3 anos.

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A geração do A-Commerce

A nova realidade passará por compras online, interativas, experimentais e em tempo real.

A evolução natural do comércio eletrónico passa pelo crescimento do mercado live streaming, numa mistura de entretenimento, comunidade e comércio. A crescente integração da inteligência artificial com o comércio eletrónico irá impulsionar a procura de interação sem contacto, convergindo com os avanços da robótica. É a chegada de uma nova geração de comércio automatizado: o A-Commerce.

A pandemia da Covid-19 tem vindo a revolucionar a forma como as pessoas vivem, trabalham e se relacionam entre si. Uma das consequências mais evidentes foi o forte crescimento do número de novos utilizadores dos canais digitais, consequência do confinamento e das restrições de deslocação. As vendas pela internet também passaram a ser uma opção, quase que obrigatória, para lojas que até então se valiam apenas do seu espaço físico. A junção de tudo isto irá resultar num forte crescimento do shopstreaming. É uma tendência global que combina E-Commerce, Livestream, Branded Content e Entretenimento.




Uma das consequências imediatas da pandemia decretada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) foi um substancial aumento de pessoas a executarem os seus compromissos profissionais em regime de teletrabalho, de forma provisória ou não, e o aumento do recurso à tecnologia e internet para as mais diferentes finalidades.

Cerca de um terço dos inquiridos pelo WSJ afirmou ter realizado, pela primeira vez, compras online de supermercado durante a pandemia da Covid-19.

Verificou-se, assim, um aumento do acesso à internet não apenas relacionado com o aumento do teletrabalho, mas também com atividades de lazer, como navegação em redes sociais, frequência online de aulas escolares, ginástica, jogos, e outras fontes de entretenimento online. Mas com as economias em stand by, desde a produção ao consumo, decorrente do isolamento e distanciamento social que implicou o encerramento de instituições de ensino, estabelecimentos comerciais, algumas indústrias e a grande maioria dos pequenos comércios, abriu-se uma janela de oportunidade para as empresas que permitem aos consumidores satisfazerem as suas necessidades a partir de casa, através do online. Consequentemente, os acessos e o tempo despendido na internet aumentaram, bem como o número de pessoas que recorrem ao online para realizarem compras, o que se traduziu num forte impulsionador do crescimento do E-Commerce. Analisando o caso de Itália, entre fevereiro e março de 2020, verificou-se um forte crescimento das vendas online face ao mesmo período de 2019. Em 8 de março, as vendas online registaram um aumento de 90% em relação ao mesmo período do ano anterior. E a própria cadeia de hipermercados Carrefour reportou, de acordo com o Financial Times, uma duplicação dos seus clientes online, em apenas uma semana de confinamento. Já nos EUA, os downloads das aplicações dos três maiores retalhistas aumentaram mais de 100% face a 2019, ainda durante o mês de março, segundo dados da Apptopia. Assim, e de acordo com um inquérito realizado pelo Wall Street Journal, cerca de um terço dos inquiridos afirmou ter realizado compras de supermercado através da internet, pela primeira vez, apenas durante a pandemia da Covid-19.

Desta forma, a pandemia veio alterar os hábitos de consumo em benefício do digital. Estima-se que o mercado de retalho, a nível global, se fixe em 25 biliões de dólares em 2019, verificando-se através do gráfico abaixo uma menor taxa de crescimento nos últimos 5 anos, tendência que deverá continuar até 2023. Por outro lado, vendas mundiais do comércio eletrónico alcançaram os 3,5 biliões de dólares, o que traduz um aumento de aproximadamente 18% em relação ao ano anterior. Em 2019, a participação do comércio eletrónico nas vendas totais ao nível do retalho global foi de 14,1%, estimando-se que aumente para 22% até 2023.

Total retail sales worldwide, 2017-2023 (Trillions and % change)
Fonte: eMarketer

Por outro lado, vendas mundiais do comércio eletrónico alcançaram os 3,5 biliões de dólares, o que traduz um aumento de aproximadamente 18% em relação ao ano anterior. Em 2019, a participação do comércio eletrónico nas vendas totais ao nível do retalho global foi de 14,1%, estimando-se que aumente para 22% até 2023.

E-Commerce share of total global retail sales from 2015 to 2023
Worldwide: eMarketer: 2015 a 2019
Fonte: eMarketer © Statista 2019

Como se poderá verificar através do gráfico abaixo, vendas globais registadas ao nível do comércio eletrónico tiveram o seu maior crescimento no mês de junho, com o volume a aumentar 31% em termos anualizados, bem acima dos 23% registados em abril e maio, segundo dados publicados pela ACI Worldwide. Tratou-se de comportamento consistente a nível mundial com os maiores aumentos a verificarem-se nos setores de gaming (+ 70%) e retalho (+ 68%), já os decréscimos foram liderados pelas viagens (-29%) e bilhética (-94%).

Global E-Commerce Transactional Volume Growth, By Month
Fonte: ACI Worldwide, 2020

A nível mundial estima-se que o ecossistema digital registe um crescimento três vezes superior ao PIB global.

A nível mundial estima-se que o ecossistema digital registe um crescimento três vezes superior ao PIB global, com as empresas digitais a liderar esse crescimento. Através do gráfico abaixo verifica-se que enquanto o PIB global teve um CAGR ( Compound Annual Growth Rate ou, em português, taxa de crescimento anual composta) de 3% entre 2009 e 2018, as receitas do ecossistema digital tiveram um CAGR de 8% durante o mesmo período.

Revenues of the digital ecosystem vs GPD 1,2 (left) and by segment 3 (right)
World, 2009-2018, base 100 in 2009 (right), USD Bn 4 (left)
Fonte: Thomson Reuters, World Bank, Arthur D. Little
Note 1: GDP based on purchasing-power growth of regions captured in the digital ecosystem (same scope); Note 2: Digital ecosystem: top 30 players by 2018 revenues in each category; Note 3: Top 30 per category by 2018 revenues; Note 4: Constant USD

O impacto potencial da digitalização é, por sua vez, maximizado quando a infraestrutura digital é aproveitada, em simultâneo, pela indústria, pelos consumidores e pela sociedade em geral.

Impact of digitalization on industry, consumer and society
Source: Arthur D. Little analysis based on publicly available data

Em 2019, o comércio eletrónico business-to-consumer (B2C) representou 4,78% do PIB global da Europa.

Mesmo com um regresso à normalidade possível, já comumente designada de “novo normal”, criaram-se novos hábitos de consumo que privilegiam os canais digitais e que irão permanecer no futuro. Estudos recentes da BCG indicam que, mesmo com a reabertura dos países após o confinamento, alguns grupos de consumidores revelam alguma relutância ou colocam mesmo de parte a hipótese de se deslocarem a lojas físicas. A própria análise ao comportamento das mais recentes crises epidémicas permite-nos concluir que após o restabelecimento da normalidade sanitária em muitos países, o E-Commerce manteve-se em níveis elevados.

Na realidade, o E-Commerce já era uma tendência em rápida evolução, mas a sua importância será reforçada em função da perceção, quase que compulsória, das suas virtudes, limitações e oportunidades. Em 2019, o comércio eletrónico business-to-consumer (B2C) representou 4,78% do PIB global da Europa que se cifra em mais de 13 biliões de euros. As vendas através do comércio eletrónico, a nível da Europa, atingiram os 636 mil milhões de dólares em 2019, um aumento de 14,2% em relação ao ano anterior. Estima-se que o volume de negócios do comércio eletrónico europeu cresça cerca de 12,7% e atinja os 717 mil milhões de dólares em 2020. Mas a realidade é que em resultado da Covid-19, que impulsionou fortemente as compras online, esses números provavelmente aumentarão, significativamente, mais nos próximos meses.

Estudos demonstram que 87% dos europeus (578 milhões de pessoas) têm acesso à internet. Destes, mais de dois terços (67%) compraram online em 2019, o que revela uma tendência em crescimento.

E-Shoppers Europe (left) and E-GDP Europe (right)
Source: Eurostat (left), Retailx Analysis (right)

O setor do retalho é dos que que mais poderá beneficiar com esta mudança de comportamento do consumidor mais orientada para os canais online/mobile, mas, para tal, terá de se adaptar ao mundo digital. Trata-se de um mercado verdadeiramente global, o que aumenta a competitividade de forma drástica, e implica novos procedimentos operacionais, novos métodos de logística e gestão de inventários e a implementação de uma estratégia integrada de marketing digital, com auxílio da utilização de dados para gerar e reter conhecimento sobre a sua base de potenciais e atuais clientes online. Este conhecimento irá permitir a criação de campanhas direcionadas e de ofertas personalizadas melhor direcionadas.

A tecnologia passa a ser parte essencial de todo o processo. Sem um bom suporte tecnológico, as empresas terão imensa dificuldade em singrar num mercado verdadeiramente global. Ou seja, para que uma empresa consiga atrair e reter um consumidor até ao fim do processo de compra, deve assegurar uma experiência de excelência através de, por exemplo, interfaces simples e intuitivas e com reduzidos tempos de carregamento das páginas (a Google aconselha a que este não seja superior a 3 segundos), métodos de checkout e pagamento adequados, entre outros.

Em suma, a crise desencadeada pela Covid-19 tornou-se numa espécie de wake up call para a transição do mundo offline para o mundo online que promete abanar os equilíbrios competitivos vigentes. O retalho online, onde os “marketplaces” (plataformas multimarca de venda online), a par da internacionalização, tendem a assumir-se como canais cada vez mais relevantes, continuará a crescer claramente acima do retalho físico. Muita da tecnologia nascente a par de uma maior conectividade a nível mundial promete revolucionar o futuro do E-Commerce que irá passar pela crescente aplicação de algoritmos e Inteligência Artificial, o que permitirá uma total automatização do processo de pesquisa, negociação, compra, entrega e muito mais, no que se traduz numa profunda revolução em curso rumo ao Automated commerce (A-Commerce).

Saiba que cuidados a ter na constituição da sua carteira de investimentos:

  • Cibersegurança
  • Investir em E-Commerce
  • O setor do retalho é dos que que mais poderá beneficiar com esta mudança de comportamento do consumidor mais orientada para os canais online/mobile.

    O teletrabalho e o boom a que se assistiu no E-Commerce decorrente do confinamento instituído como resposta à Covid-19 são o espelho de um novo estilo de vida mais digital, que se adequa perfeitamente ao advento de uma nova realidade que se denomina de “novo normal”. Uma mudança que coloca novos desafios tanto às pessoas como às empresas.

    A mudança sem precedentes para o trabalho remoto, que se acentuou a partir de março, resultou numa forte procura de segurança. A pandemia veio perturbar os processos normais das empresas e provocou uma descentralização das equipas e dos procedimentos, trazendo riscos acrescidos, com muita gente a trabalhar a partir de casa, naturalmente sem os mesmos cuidados e monitorização implementados nas empresas. Sabendo-se que não há nenhuma forma de impedir a 100% todos os ataques informáticos, que estão em permanente mudança, os fornecedores de segurança informática procuraram responder, de imediato, aos novos desafios que emergiram com esta crise e que se poderá converter numa oportunidade.

    A Cisco estendeu licenças gratuitas para os seus produtos Umbrella, Duo Security e AnyConnect Secure Mobility Client, tanto aos clientes existentes como aos novos clientes. Também anunciou o seu Programa de Resiliência Empresarial de 2,5 mil milhões de dólares para manter o seu pipeline saudável. A Bitdefender direcionou a sua oferta de acesso gratuito de 12 meses para organizações de saúde, enquanto a Kaspersky também disponibilizou as suas ofertas de Endpoint Security e Hybrid Cloud Security gratuitamente para o sector. A Palo Alto Networks lançou serviços financeiros para oferecer condições de pagamento alargadas, para além de testes gratuitos de 90 dias para as suas ofertas GlobalProtect. A Juniper Networks forneceu testes gratuitos do seu vSRX a clientes para expandir a capacidade de firewall, bem como testes gratuitos de AppSec, IPS e SecIntel. A McAfee ofereceu licenças a curto prazo, de três meses, para os seus produtos Endpoint, DLP, Unified Cloud Edge e CASB e a Trend Micro disponibilizou, gratuitamente, o seu produto de Segurança Máxima durante seis meses aos trabalhadores que tivessem de utilizar os seus próprios dispositivos.

    Covid-19 impact on cybersecurity market, by region (USD billion)
    e: estimated, p: projected, Fonte: MarketsandMarkets Analysis

    Estima-se que as empresas gastem 12,6 mil milhões de dólares em ferramentas de segurança na nuvem até 2023, bem acima dos 5,6 mil milhões de dólares despendidos em 2018, de acordo com a Forrester.

    Na última década, vários ciber-ataques direcionados a infraestruturas críticas foram divulgados em todo o mundo. Esses ataques afetaram instalações nucleares, redes de energia, instalações petrolíferas ou infraestruturas críticas nacionais, como as infra-estruturas de logística, de transportes, ou de fornecimento de água, infra-estruturas de saúde, redes bancárias ou de telecomunicações. Mas, à medida que se intensifica os níveis de conectividade, o teletrabalho e o comercio eletrónico, o cenário tende a piorar: já que os hackers tendem também a seguir esse caminho, expondo desta forma as organizações a um maior risco para os seus ativos. “We won’t survive the next 10 years without cybersecurity”, lia-se nos ecrãs, enquanto Natalia Oropeza, Global CISO da Siemens, se dirigia à multidão da Web Summit.

    O cibercrime representa para a economia mundial um custo superior a 575 mil milhões de dólares por ano, o que traduz um peso superior a 3% do PIB norte-americano, segundo dados divulgados pela McAffee Inc. Só em 2019, os ciberataques causaram prejuízos superiores a um bilião de dólares, o que segundo os especialistas é um número que tende a aumentar nos próximos anos. Perante uma economia mais digital tenderá a aumentar as compensações por quebra de sigilo de dados, paragens de atividade, violações de propriedade intelectual, extorsões e desvios de fundos. Os alvos não são apenas as “big tech”, mas, cada vez mais, as pequenas empresas, apanhadas em esquemas de phishing e engenharia social.

    De acordo com uma investigação da Trends, é ao início de abril existiram mais de 907 mil mensagens de spam, 737 ataques de malware e 48 mil links maliciosos. Da mesma forma, fevereiro, os emails de spam aumentaram 220 vezes e os URL maliciosos 260%. Assim, e já a refletir o impacto da Covid-19, o mercado mundial de cibersegurança aumentou 9,7% no primeiro trimestre de 2020. Esse crescimento foi impulsionado pelo forte investimento, no final do trimestre, efetuado por organizações que implementaram o teletrabalho nas fases iniciais de encerramento em resposta à Covid-19, segundo um estudo da Canalys.

    O mercado global de segurança cibernética vale, atualmente, cerca de 173 mil milhões de dólares, estimando-se que cresça até 270 mil milhões de dólares em 2026. De acordo com a Australian Cyber Security Growth Network, e conforme se poderá visualizar no gráfico abaixo, prevê-se que até 2026 cerca de 77% dos gastos com segurança cibernética serão decorrentes de serviços prestados por entidades externas às empresas. Desta forma, o dinheiro gasto em funções internas de segurança cibernética deverá crescer 7,2% ao ano até 2026, o que compara com um aumento de 8,4% ao ano, para o mesmo período, com os gastos globais com produtos e serviços de segurança externos.

    Global cyber security spend
    Fonte: Gartner, Australian Bureau of Statistics, Burning Glass; expert interviews; AlphaBeta and McKinsey analysis

    O custo médio total de uma violação de dados no setor de saúde foi de 6,45 milhões de dólares

    Já o Statista, o portal online de estatísticas, estima que o mercado global de cibersegurança deverá crescer de 167,1 mil milhões de dólares em 2019 para 248,26 mil milhões de dólares em 2023, atingindo um CAGR de 10,4%.

    Global Cybersecurity Market Forecast, 2017 to 2023 (Billions of Dollars)
    Fonte: © Statista 2020

    A destacar que 87% das empresas consideram que as ameaças provenientes de dispositivos móveis estão a crescer mais rapidamente este ano, ultrapassando os outros tipos de ameaças, de acordo com dados publicados pelo Índice de Segurança Móvel da Verizon 2019.

    Já o custo médio total decorrente da violação de dados nos Estados Unidos para um conjunto de empresas estudadas aumentou de 3,54 milhões de dólares em 2006 para 8,19 milhões de dólares em 2019, o que traduz um aumento de 130% em 14 anos, de acordo com o Relatório de Violação de Custo de Dados de 2019 publicado pela IBM. O custo médio total de uma violação de dados no setor de saúde foi de 6,45 milhões de dólares, ou seja, 65% superior ao custo médio total decorrente de um processo de violação de dados. Em média, uma empresa registou seis incidentes de fraude nos últimos 24 meses, verificando-se que as empresas de serviços financeiros foram o alvo principal.

    O gráfico abaixo ilustra os principais eventos de fraude por setor.

    Most disruptive fraud events - by industry
    Fonte:PwC's 2020 Global Economic Crime and Fraud Survey

    87% das empresas consideram que as ameaças provenientes de dispositivos móveis estão a crescer mais este ano.

    A segurança informática está a tornar-se, rapidamente, numa prioridade para os estados e empresas. O número de ataques cibernéticos irá continuar a crescer e os montantes envolvidos tendem a engrossar à medida que o mundo se encontra, cada vez mais, conectado em rede e as nossas vidas mais tecnologicamente dependentes. Tal significa, que poderá ser a altura ideal para adicionar alguma dose de segurança cibernética ao seu portfólio de investimentos.

    As ações das empresas de segurança informática têm estado em destaque e as suas cotações tendem a disparar ao ritmo dos ataques cibernéticos.

    O crescimento do E-Commerce tenderá a acelerar nos próximos anos, pois, entre outras vantagens, oferece um grau de conveniência incomparavelmente maior face às lojas físicas.

    Sempre que se pensa em megatendências de tecnologia, o E-Commerce não é, certamente, a primeira coisa que nos vem à cabeça. Do ponto de vista mediático, o comércio eletrónico pode não ser tão sexy quanto alguns dos novos mercados emergentes, como a inteligência artificial, computação em nuvem, realidade virtual e aumentada ou veículos autónomos, mas as oportunidades de médio e longo prazo no retalho online podem ser maiores do que em algumas dessas tecnologias nascentes. Há mais de 20 anos que o E-Commerce tem vindo a revolucionar a maneira como os consumidores fazem as suas compras, mas ainda há uma grande margem de progressão que se tenderá a traduzir em taxas de crescimento bastante elevadas para este sector.

    O crescimento do E-Commerce tenderá a acelerar nos próximos anos, pois, entre outras vantagens, oferece um grau de conveniência incomparavelmente maior face às lojas físicas. O comércio eletrónico também continuará a crescer, à medida que novas tecnologias o tornarão ainda mais conveniente, agilizando as entregas e oferecendo outras vantagens em relação às compras tradicionais. Por exemplo, os carros autónomos vão permitir reduzir os custos de entrega já que não será necessário o recurso a motoristas. Os drones também vão permitir eliminar a necessidade de veículos para algumas entregas, tornando o custo de expedição mais económico.

    A inteligência artificial já está a ajudar a logística a tornar-se mais eficiente e a acelerar o processo de entrega, recolha e embalamento. A computação em nuvem está a facilitar a proliferação de lojas online e a realidade virtual e aumentada facilita a compra online de itens de maior dimensão, por exemplo mobiliário, pois os compradores já conseguem visualizar como um determinado artigo, como por exemplo um sofá, fica na sua sala de estar. Todas essas tecnologias, juntamente com a proliferação de smartphones e de uma maior e melhor conectividade à internet, constituem um forte estímulo ao crescimento do comércio eletrónico nos próximos anos.

    Há uma enorme panóplia de empresas de E-Commerce a atuar em diferentes categorias. Na tabela abaixo apresenta-se um resumo que o poderá ajudar a identificar alguns players, conhecer como operam e os respetivos prós e contras do seu negócio.

    Categoria O que fazem? Prós Contras
    Direct sellers
    Ex: Amazon, Wayfair, JD.com, Stitch Fix
    O processo é muito semelhante ao de uma loja física, mas operam de forma online. A empresa vende o seu próprio stock aos clientes finais. 1. Receitas elevadas e maior market share

    2. Controlo total sobre o negócio

    3. Maior flexibilidade na oferta
    1. Margens de lucro baixas ou mesmo negativas

    2. Não beneficia da oferta de outros fornecedores

    3. Falta de vantagens competitivas
    Marketplaces
    Ex: Etsy, eBay, MercadoLibre, Amazon, Grubhub, JD.com, Alibaba
    Funcionam como plataformas que conectam diretamente compradores e vendedores. As suas fontes de receita consistem na cobrança de uma comissão sobre as vendas e na prestação de outros serviços aos comerciantes. Algumas destas empresas operam, simultaneamente, como marketplace e vendedores diretos ( direct sellers). 1. Margens elevadas/baixo risco, já que a empresa não opera com stocks próprios

    2. Ajuda a criar vantagens competitivas por via dos custos e trabalhar em rede

    3. Negócio mais fácil de escalar
    1. Menor receita e menor market share do que a venda direta (direct sellers)

    2. Menor margem de diferenciação

    3. Maior exposição a problemas com vendedores terceiros, como produtos
    Fornecedores de Software
    Ex: Shopify, Baozun, Prestashop
    Empresas que fornecem software suportado na cloud, o que facilita transações e outras funções como marketing, atendimento ao cliente e gestão de vendas. 1. Oferece ampla exposição ao comércio eletrónico

    2. Escalibilidade

    3. Vantagens competitivas decorrentes de elevados custos de mudança
    1. Sem conexão direta com o consumidor final

    2. Elevados custos com vendas e marketing para agregar clientes

    3. Maior necessidade de tempo para a obtenção de lucros
    Logística/Entrega
    Ex: XPO Logistics, UPS, FedEx
    Empresas de distribuição e entregas ao domicílio 1. Beneficia com o aumento de entregas e recolhas de produtos de venda online

    2. Elevadas barreiras à entrada
    1. Elevados custos com infraestruturas

    2. Crescimento mais lento da receita do que outros setores do comércio eletrónico

    As ações de comércio eletrónico são mais adequadas para investidores com um posicionamento de longo-prazo de forma a melhor suportar a maior volatilidade inerente às empresas deste sector.

    Tratando-se de um sector muito competitivo e com muitas empresas a operar em diferentes categorias de mercado, cada qual com a sua especificidade e complexidade, poderá tornar-se difícil o processo de seleção das empresas a investir. Nesse sentido, além de todos os principais indicadores e informação relevante relacionada com a empresa, aconselha-se uma especial atenção ao histórico de crescimento das suas receitas (o que permitirá ter alguma indicação quanto à sustentabilidade desse crescimento), às taxas de renovação de produtos e serviços, ao processo de integração de empresas adquiridas (quando aplicável) e ao próprio quadro macroeconómico global (uma eventual desaceleração económica irá refletir-se, negativamente, ao nível das vendas e na cotação de algumas das suas ações em bolsa). Mas tratando-se de um setor em franco crescimento, um bom barómetro serão sempre as receitas. Não se ensina nos manuais, mas aprende-se com a prática, que nos setores com maiores taxas de crescimento e margem de comercialização o “olho” do analista se tende a focar nas receitas, ao passo que nos setores de menor crescimento o foco tenderá a centrar-se no fluxo de caixa.

    Assim, as ações de comércio eletrónico são mais adequadas para investidores com um posicionamento de longo-prazo de forma a melhor suportar a maior volatilidade inerente às empresas deste sector, recomendando-se uma maior diversificação como fator de mitigação de risco. Os fundos de investimento com exposição ao setor serão sempre uma boa alternativa a considerar por permitir, entre outras vantagens, otimizar essa diversificação mediante uma gestão profissional e multiplicidade de estratégias de investimento. Uma outra alternativa são os Exchange Traded Funds (ETF) que sendo negociados em bolsa têm como principal objetivo replicar o desempenho de um determinado índice, commodity ou cesto de ativos. A sua grande vantagem é a elevada liquidez e a capacidade de diversificar a carteira de investimentos a um custo acessível. Os ETF têm uma comissão de gestão, que normalmente é baixa, uma vez que se tratam de produtos de gestão passiva, um custo ao qual acresce a custódia de títulos. Existem produtos que replicam um cabaz de ações, ETF que apostam na queda e ETF alavancados.
    Deste modo, se o investidor pretende fazer uma diversificação da carteira e conseguir acompanhar a evolução do mercado, o ETF é o produto ideal. Já se está confiante para a evolução de um determinado segmento ou na subida de apenas algumas ações, equacione a aposta num fundo. Antes de investir procure sempre comparar produtos semelhantes, de modo a escolher a alternativa com melhores resultados.

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