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SABIA QUE

Em 5 anos vamos conseguir controlar máquinas com o pensamento

 

No futuro o movimento imaginado por uma pessoa poderá ser realizado por uma máquina com a mesma habilidade de um membro humano.

Fonte: Revista Nature Neuroscience - maio 2016

 

Imagine conseguir que uma máquina siga todas as suas instruções apenas com o seu pensamento - sem premir botões, digitar qualquer código ou manusear aparelhos de controlo remoto. Esse cenário de ficção científica pode estar bem mais perto da realidade do que aquilo que você pensa.

Não acredita? Se não, veja:

 

Os interfaces cérebro-máquina (ICMs) criam canais de comunicação por impulsos elétricos entre o cérebro humano e as máquinas que funcionam com base na medição periódica das diferenças de voltagem entre os neurónios. Esses sinais capturados são amplificados e filtrados, procurando melhorar a resolução e a clareza do sinal. Esse é, então, convertido em valores digitais e transmitidos para computadores, que processam esses sinais para realizar determinada tarefa.

A tecnologia tem sido aplicada na forma de implantes cerebrais em macacos – animais comummente usados em pesquisas desse tipo – que já conseguem controlar máquinas apenas com o pensamento, sem precisar mexer um só músculo. Agora, um algoritmo desenvolvido por investigadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, promete tornar esse tipo de mecanismo muito mais preciso. A pesquisa, publicada na revista Nature Neuroscience, aponta que, no futuro, quando essa tecnologia for aplicada ao homem, o movimento imaginado por uma pessoa poderá ser realizado por uma máquina com a mesma habilidade de um membro humano.

Já em 1998, Andy Clark e David Chalmers propuseram que um computador operasse em conjunto com os nossos cérebros como uma espécie de "ampliação da mente", oferecendo capacidades de processamento adicionais e um anexo para as nossas memórias, com informações e imagens. Mais recentemente um professor de engenharia biomédica na Universidade do Sul da Califórnia, Theodore Berger, está a tentar "melhorar" a memória humana através do desenvolvimento de uma prótese que será implantada no próprio cérebro como uma espécie de "anexo" de memória. A prótese na qual Berger trabalha há mais de dez anos, pode funcionar como um hipocampo artificial (a área do cérebro associada à memória e à navegação espacial) e o objetivo é que converta a memória de curto prazo em memória de longo prazo para conseguir ajudar os pacientes que sofrem de Alzheimer, outras formas de demência, vítimas de acidente vascular cerebral e pessoas cujos cérebros foram danificados.

 

Facebook vai permitir ao utilizador escrever apenas com o pensamento.

 

Nos últimos anos, tanto o ritmo de pesquisas sobre interfaces cérebro-máquina como a respetiva ambição ao nível da sua implementação prática têm vindo a crescer consideravelmente. O Facebook, por exemplo, está a trabalhar num projeto que permitirá ao utilizador escrever apenas com o pensamento. A Kernel, fundada pelo empreendedor Bryan Johnson, possui um fundo de 100 milhões de dólares a serem investidos em neurotecnologia. Elon Musk (fundador e CEO de várias empresas como a Tesla Motors, a Space X, entre outras) criou uma empresa chamada Neuralink, com o intuito de aprimorar a inteligência humana para que esta sobreviva ao advento da inteligência artificial.

 

"Brain-to-Vehicle (B2V)" é o headset da Nissan que permitirá ao sistema de computação do veículo ler as ondas cerebrais do condutor para controlar o veículo.

 

A construtora Nissan já anunciou um headset "Brain-to-Vehicle (B2V)" que permite que o sistema de computação do veículo leia as ondas cerebrais do condutor para controlar o veículo. Ao medir e interpretar ondas cerebrais, a Nissan afirma que o sistema é capaz de operar a direção, aceleração e travagem, bem como adotar uma ação - seja virar o volante ou abrandar o carro – 0,2 a 0,5 segundos mais depressa que o condutor. Enquanto isso, a empresa de realidade virtual Neurable desenvolveu um jogo de computador controlado pela mente que através de um headset de realidade virtual equipado de sensores, os jogadores apenas precisam de concentrar os seus pensamentos num objeto para conseguir manipulá-lo, sem nenhum controlo manual.

 

Conclusão?

Os humanos e as máquinas vão mesmo andar de mãos dadas nas próximas décadas.
 

Apesar do longo caminho a percorrer, esta tecnologia demonstra ser uma grande promessa para pessoas com problemas de paralisia ou incapacidades motoras. Estas poderão tirar partido do seu cérebro, para controlar membros biónicos. Poderá ainda ser utilizada, para controlar qualquer tipo de máquina, robôs astronautas, soldados robóticos do futuro, enfim... para controlar o mundo que nos rodeia.

Justin Sanchez, neurocientista e diretor do departamento de biotecnologia da Agência de Projetos de Investigação Avançada de Defesa do Pentágono (DARPA), acredita que em 2045 já vamos poder controlar o mundo à nossa volta através do simples pensamento. Trata-se de uma nova realidade que levanta um número interminável de questões e, acima de tudo, torna-se difícil de imaginar que, a médio prazo, as nossas memórias e pensamentos possam sair do único domínio que mantemos como privado: a nossa mente. Quanto mais cedo se começar a pensar nas suas implicações em termos de saúde, ética, direito, sociedade e até investimentos, melhor.

 

Ninguém consegue prever, de forma alguma, o quão perto está o futuro. Só nos compete prepará-lo para não sermos ultrapassados pela realidade... e tudo indica que essa realidade passa por nos unirmos de vez à tecnologia e fazer com que ela seja parte integrante dos nossos corpos... e dos nossos investimentos.

 

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