Recentemente ocorreu o comité de investimento do Banco Best, onde foram analisados os acontecimentos económicos mais recentes e definida a visão sobre as diferentes classes de ativos de investimento.
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Ligeiramente Positivo
Neutro
Ligeiramente Negativo
Revemos para neutro, refletindo a melhoria do sentimento após o acordo EUA– Irão e a menor necessidade de liquidez. Mantém-se, ainda assim, relevante pelo contributo para flexibilidade num contexto de incerteza macro e monetária.
Mantemos uma visão positiva, reconhecendo o seu papel relevante na diversificação das carteiras e como fonte adicional de retorno potencial descorrelacionado, num contexto de maior incerteza macroeconómica.
Mantemos um posicionamento prudente, com foco em qualidade. As yields continuam atrativas, mas a incerteza sobre a evolução da inflação e das taxas de juro limita a convicção. Mantemos uma abordagem seletiva nos diferentes segmentos de crédito. Na dívida High Yield, revemos positivamente para neutro, refletindo um equilíbrio mais favorável entre risco e retorno, ainda que com menor assimetria face a cenários adversos.
Mantemos uma posição neutra. Apesar do suporte dos resultados, persistem níveis elevados de valorização e concentração, num contexto ainda sensível a fatores macro e geopolíticos. Reforçamos a importância da diversificação geográfica e setorial.
Estados Unidos: A economia mantém-se resiliente, suportada pelo
investimento em inteligência artificial e por um mercado de trabalho
sólido. A Fed mantém uma postura de pausa, apesar da inflação ainda
elevada, refletindo maior dependência dos dados e incerteza sobre os
próximos passos.
Zona Euro: O crescimento apresenta sinais de desaceleração, enquanto a
inflação voltou a subir, impulsionada pela energia e serviços. Neste
contexto, o BCE retomou o ciclo de subida de taxas, com um aumento de
25bps em junho, reforçando uma postura mais restritiva.
Riscos globais: O acordo preliminar entre EUA e Irão, com cessar-fogo e
reabertura do Estreito de Ormuz, reduziu o risco de um choque energético
e contribuiu para a descida do petróleo. Ainda assim, a normalização será
gradual, com reposição de fluxos e reconstrução de stocks a levar tempo,
mantendo riscos inflacionistas latentes.
Os mercados reagiram positivamente à redução dos riscos geopolíticos e
ao alívio nos preços da energia, refletindo um cenário menos adverso.
Ainda assim, a melhoria assenta sobretudo na redução de riscos
extremos, mantendo-se a sensibilidade a inflação, política monetária e
valorizações.
Ações: Suportadas por resultados e pela inteligência artificial, mas com
níveis elevados de valorização e concentração. Surgem primeiros sinais
de alargamento da liderança, positivos para a sustentabilidade do ciclo.
Obrigações: O mercado continua marcado por forças opostas: yields mais
atrativas, mas persistência da inflação, incerteza sobre bancos centrais e
elevada volatilidade das taxas limitam a convicção. Justifica-se uma
abordagem prudente e seletiva, com foco na qualidade.
IA e Resiliência Económica vs. Indefinição Geoestratégica e Riscos Inflacionistas
Para que não perca de vista o que de mais importante se passou neste mês, destacamos de forma sucinta os principais acontecimentos que marcaram a economia global e os mercados financeiros.
Cimeira Trump/Xi: desilusão pela falta de anúncios concretos (Taiwan foi o tema mais sensível).
Guerra no Médio Oriente: em maio aumentou a expectativa de que os EUA e o Irão poderão chegar a um acordo que “reabra” o Estreito de Ormuz.
Agência Internacional de Energia: sinalizou que os stocks de petróleo duram várias semanas, mas estão a diminuir rapidamente.
Kevin Warsh: tomou posse como novo Chair da Reserva Federal dos EUA.
ACORDO DE PAZ EUA/IRÃO?
Esta decisão impacta em diversas variáveis relevantes para os mercados financeiros: preço da energia, reservas de petróleo e gaz, inflação, crescimento da economia, política monetária, eleições EUA. Esta incerteza já reflete nas obrigações. Até agora, as ações estiveram imunes.
Ao nível da economia global, o mês foi marcado pelos seguintes fatores e acontecimentos:
EUA: IPC em abril subiu para 3,8% YoY (preços da energia subiram 17,9% YoY). Os preços no produtor também aceleraram de 4,3% para 6% YoY. PMI Industrial de maio subiu de 54,5 p/ 55,3 pontos, nos serviços desacelerou para 51,0 (vs. 50,9 estimado).
ZONA EURO: PMIs de maio reforçam a expectativa de arrefecimento da atividade: indústria desacelera de 52,2 para 51,4 pontos; serviços caiu de 47,6 para 46,4). PIB do 1º trim. cresceu 0,1% QoQ (0,8% YoY). A produção industrial de março caiu 2,1% YoY
CHINA: vendas a retalho abrandaram em abril (de 1,7% para 0,2% YoY). Em abril, as exportações cresceram 14,1% YoY (vs. 2.5% estimado). As importações desaceleraram, mas cresceram acima do esperado, para 25,3% YoY, vs. 27,8% em março.
O acompanhamento da evolução dos mercados financeiros, a par da diversificação de investimentos, é um pilar base para a construção de uma carteira de investimentos adequada. Saiba resumidamente o que marcou os diferentes mercados este mês.
AÇÕES: manteve-se a tendência positiva impulsionada pelo: i) entusiasmo relacionado com a IA; ii) continuação de uma excelente earnings season (no S&P 500 os lucros cresceram 29% vs.13% da previsão inicial e as receitas +11,2%); iii) crescentes esperanças de uma resolução do conflito no Médio Oriente. Ou seja, as ações mantiveram-se imunes às preocupações inflacionistas originadas pela subida dos preços da energia.
OBRIGAÇÕES: com elevada volatilidade, acompanhando a evolução das negociações entre os EUA e Irão, as yields da dívida dos EUA subiram em maio, chegando a atingir máximos de um ano, face aos receios do preço do petróleo na inflação e a subida do IPC e IPP nos EUA. No Japão aconteceu o mesmo, a dinâmica económica e inflacionista, aumenta a pressão para o BoJ subir os juros de referência. Já as yields da dívida europeia desceram na expectativa de um acordo iminente no Médio Oriente.
CÂMBIOS: mesmo mantendo a volatilidade, o dólar valorizou face ao euro e iene. Este movimento justifica-se pela subida das yields dos Treasuries e sinais de que a economia dos EUA continua sólida, o que aumenta as expectativas de uma política monetária mais apertada por parte da Reserva Federal.
MATÉRIAS-PRIMAS: maior otimismo a um possível fim do conflito entre os EUA e o Irão, fex o petróleo cair quase 20% em maio – maior queda mensal desde o Covid. Já o ouro desvalorizou em maio, movimento justificado pela subida das yields da dívida pública nos EUA e pela redução da procura de ativos de refúgio.
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